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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Encrenca com Professor da USP
Disse-me um Professor da USP "(...) não acho que a Bolsa de Iniciação seja feita para sustentar o aluno, é apenas uma ajuda." Disse isto em resposta ao meu email de que precisaria preencher os formulários para pedir uma bolsa de iniciação para continuar a pesquisa que estou fazendo agora.

Estou desenvolvendo e escrevendo esta pesquisa na raça e embaixo de sabotagem e fogo cruzado, uma pesquisa importantíssima. Enquanto levo a pesquisa nas costas e sem bolsa, tem um monte de gente dentro da USP recebendo duas ou três bolsas para produzir lixo. Para as minhas pesquisas as bolsas não são importantes... para os lixos que produzem por aí, recebem até financiamento internacional...

Contudo, certamente, a visão do professor está completamente errada. Se a bolsa de iniciação, o mesmo se aplica à bolsa de mestrado e doutorado, são apenas ajuda de custo, então, por que a lei obriga o aluno, que recebe estas bolsas, a abandonar todas as demais atividades remuneradas que exerce ? Cumular a bolsa com outra atividade remunerada é ilícito, inclusive se o individuo for pego cumulando, ele é punido: perde a bolsa, tem que devolver o dinheiro, etc... As bolsa são mais do que ajuda, é o "salário" por um trabalho que está sendo realizado...

Mas a questão aqui é outra. É a visão. A bolsa, da perspectiva do aluno, é o que o manterá estudando e pesquisando. Este aluno faz parte da maioria da população. A maioria oprimida que faz coisa relevante para este país. Já o professor tem outra visão. Ele é da classe dominante, da pequena elite opressora e dominante. Ele não precisa de bolsa, pois já tem outras fontes milionárias de recursos, logo, ele se dá ao luxo de ver nas bolsas de pesquisa somente ajuda de custo. Nada mais. Esta é a mentalidade da classe dominante: bolsa é ajuda de custo, programa social é paternalismo, etc.

Contudo, este email me mostrou uma outra coisa que eu não tinha percebido. Eu sou um subversivo radical. Ataco o sistema frontalmente e planejo destruir completamente este sistema dominate, opressor, excludente e explorador. Logo, submeter as minhas idéias e as minhas teorias aos operadores deste sistema é um coisa contraditória. Muito contraditória. É como se eu estivesse sentando à mesa com as pessoas que, mais tarde, terei de destruir. Muitos dirão que eu estou pedindo a benção dos grupos dominantes às minhas idéias e verão em mim, nada mais, do que um traidor...

Esta não é uma visão maniqueísta. É uma visão lógica. Quem reproduz o sistema opressor, quem alimenta a cultura da dominação (para os grupos dominantes) e da submissão, não-violência, falso Estado de Direito, etc, para a maioria oprimida, são as universidades. São as universidades que formam os dominadores, opressores e exploradores. São as universidades que domesticam os subversivos e os pensadores que vem das classes baixas, amarrando os com normas, regras e ameaças; ao mesmo tempo em que introjeta em suas cabeças a cultura da servidão, da escravidão e da domesticação.

As universidades transformam aquelas pessoas que podem lutar e destruir o sistema de dominação, opressão, exclusão e exploração em operadores do próprio sistema. Isto perpetua a escravidão, pois elimina, completamente, os líderes da resistência. As Universidades apagam a revolução e domesticam os rebeldes.

Se a Universidade é um centro de formação dos dominadores e opressores, ela terá que cair quando o sistema for derrubado. E quem contaminou a Universidade com seu veneno e ajudou a dominar e oprimir, também tem que ser enterrado junto com o sistema.

Isto me faz pensar que eu não devo submeter minhas idéias e meus projetos à avaliação da classe dominante. Também considerou que os títulos outorgados pelos grupos dominantes, certificando que estas idéias e projetos estão de acordo com a sua dominação e com a opressão que praticam (títulos de mestre, doutor, etc), não são relevantes e não servirão para nada quando o sistema cair. Logo, devo retirar minhas idéias e meus projetos da USP e do Brasil. Talvez eu devesse paralisar tudo e dedicar-me a destruir o sistema. Depois, no novo céu e na nova terra, eu retorno aos meus estudos contemplativos.

Portanto, dois caminhos se abrem diante de mim, neste momento. Primeiro, afundar de vez e de cabeça na luta de resistência, acelerando a destruição do sistema e de seus operadores ou, então, seguir para uma universidade estrangeira, onde eu possa terminar a teoria e os meus estudos contemplativos. Atiçando e orientando de lá a destruição do sistema.

A imagem que eu tenho para a situação na qual estou agora é de um judeu, em plena dominação nazista, na Universidade de Berlim, estudando borboletas. Enquanto isto, ao redor da Universidade, os campos de concentração funcionam a todo vapor e as chaminés das câmaras de gás não param de jogar cabelos no escritório do judeu que estuda borboletas...

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sábado, 10 de novembro de 2007

Os ratos tecnológicos da USP

Antigamente, os ratos roiam a roupa do Rei de Roma. Hoje, os ratos roem a fibra ótica da USP. Realmente, os tempos mudaram. Até os ratos mudaram seus costumes e comportamentos. Atualmente, são ratos high Tec.

Mas um outro ponto preocupante desta história, que deve ser apurado em processo administrativo, é o desleixo e o descuido dos técnicos do CCE com equipamentos altamente sofiscados e caros. Isso porque disseram-me que a internet pode não voltar a funcionar tão cedo, pois terão que fazer pregão para comprar outra fibra ótica para a USPnet, ou seja, o desleixo e a falta de cuidado com os equipamentos de alta tecnologia da USP estão gerando prejuízos para a Universidade e para o patrimônio público.

Isto fica ainda mais preocupante quando sabemos que existem computadores de mais de R$ 1.000.000,00 de reais aos cuidados do CCE, assim como outros equipamentos de alta tecnologia. Computadores e servidores que estão rodando dados altamente avançados de pesquisas da USP. Se os ratos roem as fibras óticas da USPnet, imagine o que os cupins podem fazer com computadores como estes?

Este caso tem que ser investigado em processo administrativo e os técnicos ineficientes e descuidados com equipamentos públicos devem ser responsabilizados pelos danos que estão ocasionando para a Universidade e para o patrimônio público. Não é a Universidade que tem que pagar pelos danos, são os técnicos, pois a negligência, imprudência e imperícia gera culpa.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Os ratos roeram a fibra da USPNet ?!!!?

A USPnet do Bloco E do CRUSP (Bloco em que eu moro) foi cortada, ou seja, bloqueada. E a explicação dada pelo CCE, responsável pela internet do CRUSP, é que os ratos roeram a fibra. Você acredita nisso ? que os ratos roeram as fibras de internet e por isso a rede foi bloqueada ?

Eu digo claramente: não acredito nisso. Acredito que, se houve algum problema com a fibra, foi sabotagem. A internet foi cortada propositalmente para impedir o nosso acesso à rede. Para impedir que não continuássemos escrevendo e publicando textos contra determinadas pessoas e contra determinados interesses. Principalmente textos contra a máfia que opera dentro da USP.

Por falar nisso, a internet foi cortada justamente quando eu escrevi um texto denunciando a máfia que opera e tenta controlar a USP. Você já leu este texto ? Se não leu, clique aqui para ler:

http://crimeusp.blogspot.com/

Certamente, vão culpar os ratos e coisas parecidas... Afinal eles não podem se defender... Porém, a verdade é outra... Quem roeu a fibra deve ser técnico roedor e fez isso a mando da máfia que tenta controlar a USP...

Mas por que estou dizendo isso ? Porque há um histórico de sabotagens na internet do CRUSP. Desde que esta internet foi implantada, nós temos sido vítimas das sabotagens dos técnicos. Inclusive, eu já escrevi dezenas de textos sobre isso. Vou reunir todos os textos e re-disponibilizá-los no Blog que criei para reunir estes fatos.

Ultimamente, a internet até que estava estabilizada, mas, de repente, todas as sabotagens voltaram. Voltaram porque a máfia da USP foi cutucada e como eles tem funcionários em todos os locais, acionaram os seus técnicos roedores para comer a fibra...

Esse caso é um alerta principalmente para nós do Instituto OCW Br@sil, assim como para outras pessoas que tem parceria com a USP... Nós pretendemos implantar dezenas de projetos em parceria com esta Universidade e devemos observar com muita atenção as pessoas da Universidade que irão integrar os projetos, pois muitas vezes o funcionário não veio para auxiliar na construção do Projeto, veio para sabotar e impedir que a Universidade realize um trbalho social eficaz, que a Universidade seja aberta aos excluídos, aos debaixo...

A Reitoria e os Professores justos que estão na USP sabem disso... Inclusive, muitas vezes, eles mesmos foram vítimas dessa máfia. Muitos tiveram projetos, idéias e pesquisas boicotadas e foram atacados pelas costas porque colocaram em risco determinados interesses vigentes dentro da Universidade. Foram atacados porque não atenderam a determinadas recomendações ou seguiram orientações de determinadas pessoas, ou se negaram a satisfazer determinadas vontades.

Essa máfia vê a USP como extensão de seus negócios particulares. Eles vêem a Universidade como uma extensão de seus interesses, um caminho para ficarem ricos. Cada vez mais ricos. Não estão aqui porque possuem talento para a pesquisa ou queiram trabalhar com o conhecimento, com o pensamento, com as idéias. Eles estão aqui porque vêem a Universidade Pública uma oportunidade de negócio. Para eles o conhecimento e a educação universitária são mercadorias. Por isso, eles querem privatizar tudo. Este é o grande objetivo da máfia infiltrada na USP: privatizar tudo.

Certamente, privatizar para eles, ou seja, privatiza tudo, mas eles compram todas as ações para controlarem tudo... Neoliberalismo até nos ossos.

Certamente, eles não conseguirão ir muito longe, pois foram vistos. Antes eles agiam em segredo, mas agora foram visto. Como o poder que exerciam se baseava no segredo, a publicação de seus nomes e de suas ações quebram esse poder.

Portanto, tudo o que temos que fazer é manter os refletores sobre eles. Certamente, continuarão fazendo coisas como esta, por exemplo roer a fibra para bloquear a nossa internet, irão nos atacar pelas costas, etc... Mesmo assim, temos que continuar em frente, denunciando todos os fatos, mostrando a verdadeira face do mal, dos opressores e dos exploradores.

Lembre-se que a Universidade Pública somente sobreviverá se nós que importamos com o interesse público, com a coletividade, com a maioria da população (os excluídos) lutarmos contra o poder devastador do capital e dos grupos dominantes. O poder dos grupos dominantes se baseiam no segredo e na devastação do patrimônio público, assim como das instituições públicas.

Querem destruir a educação pública de qualidade, pois isso impedirá o surgimento de revolucionários e de rebeldes que contestem o seu poder. Querem destruir a educação pública de qualidade para banalizar os pensamentos, as idéias e a capacidade criativa dos cidadãos. Por isso, falam em ensino com a finalidade exclusiva de formar mão-de-obra... Eles querem privatizar tudo e montar fábricas de Eichmanns...

Mas eles não conseguirão, pois não irão passar... Não irão passar porque nós iremos pará-los e iremos combatê-los em todas as partes, em todos os campos e de todas as formas... Esta é uma lei Universal: toda ação gera uma reação em sentido contrário e de mesma intensidade... Nós somos a reação em sentido contrário de mesma intensidade....
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Governantes e administradores públicos que possuem mentalidade autoritária trabalham arduamente para controlar a internet. Sabem que um golpe contra a Democracia possui poucas chances de sucesso com a internet ligada. Por isso, buscam formas e meios de controle e de restrição.

Contudo, se fizerem isso, entrarão em um estado de regressão tecnológica. Quanto mais controlarem a internet e mais restrições colocarem, mais atrasados ficarão. Basta ver o Irã, a China, Myanmar... Enquanto nas demais nações a internet catalisa um salto de desenvolvimento e ações sociais. Nestes países fechados e com internet restrita o povo se aliena...

Eu acredito que a internet é uma arma poderosa contra o autoritarismo e contra o totalitarismo, pois ela liga as pessoas, estabelece elos de fraternidade e solidariedade, transforma pequenas gotas d'água de ação em poderosos movimentos. Vejam as contestações de Seattle, os Fóruns Sociais, etc... Tudo isso deriva do poder de transformação da internet que aproximou as pessoas e seus sentimentos...

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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

O Professor Milton Santos ...
(...)
Milton Santos não era filiado a partido político, religião, grupos internos da universidade.

Mas foi um militante, no sentido de dedicar toda a sua energia, até poucas semanas antes de morrer de câncer, em junho de 2001, à causa “dos de baixo” – como se referia às classes espoliadas. Tinha ojeriza à bajulação e nunca seria pego bajulando alguém.

Chegava a ser ríspido, quando tinha de ser. Conta-se que, numa palestra, um contendor, arrotando deleuzes, tentou desacreditá-lo perante platéia atenta de uma universidade do sudeste, com citações difusas e pouco acessíveis.

Pacientemente, Milton Santos esperou que o doutor concluísse. Retomando a palavra, objetou com trechos daqueles mesmos autores, mas contextualizando as citações.

Depois, virou-se para o sujeito e concluiu: “O senhor, para debater comigo, deve, antes, treinar dois dos seus músculos – o cérebro e a bunda”. Isto é: vá ler mais e com mais atenção! Generoso ele era. Testemunhei algumas de suas generosidades porque vieram em socorro deste que escreve. Convidado para ser membro da banca para meu título de mestrado na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, ao tentar ingressar no prédio da escola, foi barrado pelo porteiro na catraca de entrada.

O servidor terceirizado de uma dessas empresas prestadoras de serviço interceptou o seu caminho, exigindo-lhe identificação.

Discreto, ele, que já havia sido laureado internacionalmente com uma espécie de Prêmio Nobel da Geografia, mostrou a identidade. O incidente logo chegou aos ouvidos dos dirigentes da escola, que, constrangidos, foram em fila lhe pedir desculpas. Ele humildemente as aceitou.

Outra vez, ajudou a organizar e compareceu a almoço no Clube dos Professores da USP, em uma espécie de “ato de desagravo” a este escrevinhador, ameaçado pelo então reitor, em 1997, de expulsão dos quadros do doutorado da ECA. A reitoria movera “processo disciplinar” depois de uma série de manifestações políticas a favor de cotas para negros naquela universidade, culminando em nossa prisão em flagrante pela guarda universitária durante pichação no campus.

Milton Santos levantou a voz e defendeu, durante o almoço, que não aceitássemos a proposta do reitor, que exigia o reconhecimento de um suposto “crime” (o de pichar muros, degradando o “patrimônio público”) para que a ameaça de expulsão cessasse. “Não ceda, mantenha sua opinião!”, orientou.

Professor da USP desde o final dos anos 1970, quando regressou do exílio, foi graças a pessoas como Maria Adélia de Souza, então professora na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas daquela universidade, que ali foi aceito. Os defensores do seu contrato enfrentaram resistências departamentais internas, posto que os conservadores permaneciam fortes no âmbito acadêmico uspiano, como até hoje – e não apenas ali.

Agora mesmo, no âmbito da Universidade Federal da Bahia – onde Milton Santos lecionou, foi cassado e depois, em meados dos anos 90, reintegrado –, enfrenta-se o debate entre os que querem democratizar o acesso e permanência de alunos provenientes “de baixo” e os que se agarram ao discurso da meritocracia.

Aqui, fala-se em mérito para se manter privilégios de “raça” e classe, que fazem da universidade brasileira um antro de branquitude submisso a uma epistemologia do conhecimento que nega a diversidade dos baianos e se dobra a interesses e temas alienígenas. Milton Santos faz falta a esse debate.
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Os dois últimos parágrafos também se aplicam à USP.
Clique aqui para ler sobre

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Perguntas para a COSEAS-USP responder:

COSEAS: Coordenadoria de Assistência Social da USP.

1 -- Se o CRUSP é para alunos pobres, por que eu divido o apto com um indivíduo que ganha R$ 4.000,00 por mês ?

2 -- Se o CRUSP é para alunos da USP, por que o outro indivíduo que mora no meu apto já se formou a um ano, inclusive colou grau, e continua como morador oficial regular do CRUSP ?

3 -- Por que a COSEAS manda os calouros ocuparem primeiro as vagas pagas no CEPEUSP (R$ 15,00 a diária) antes de ocuparem as vagas gratuitas existentes nos alojamentos do CRUSP ?

4 -- Por que a COSEAS tem que pagar pelas vagas do CEPEUSP se ele também é um órgão da USP e a ocupação dessas vagas não ocasionam nenhuma despesa extra para a Universidade ?

5 -- A Reitora sabe dessas questões ou vocês não contam nada para ela ?

6 -- Por que em 2005 eu fui impedido de entrar no alojamento do CRUSP quando fiz o pedido (no mês de junho - antes do início do segundo semestre), porém, depois que denunciei os fatos, liberaram o alojamento (em novembro) ? Quem impediu a minha entrada e por que ? Não adianta citar o Regimento, pois o mesmo diz que os alojamentos são para casos excepcionais como este ?

7 -- Por que impediram a minha entrada se a maioria dos alojamentos estavam vagos ?

Além dessas questões, eu tenho outras sobre compras e sobre os acordos que dão salas da COSEAS para o Banco Santander captar clientes ao lado das assistentes... Por que o Banco Santander usa salas da COSEAS se tem duas grandes agências desse banco dentro da USP ?

Enfim, eu tenho tantas perguntas sem respostas...

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Conspirações, perseguições e humilhações que enfrento na USP

Desde que entrei na USP enfrento uma série de conspirações, perseguições e humilhações por parte de alguns funcionários e professores desta Universidade. Eles não aceitam a minha inteligência, o meu sucesso acadêmico e a minha presença na USP. Por isso, lutam de todas as formas e usam todos os meios para tentar me afastar desta Universidade, pois eu sou risco à estrutura de dominação e controle que instalaram aqui.

Inegavelmente, a minha história é uma história de sucesso, pois saí do zero e cheguei ao grande centro de formação dos herdeiros da classe dominante sozinho. Cheguei e entrei no centro sem ser herdeiro e sem ser da classe dominante.

Minha família pouco me ajudou, pois não tinham condições de me ajudar, inclusive acho que eles nem compreendiam o propósito de vida que eu tinha escolhido. Sem contar aquele ramo da família que podia ajudar, mas que preferiu puxar o tapete. Além de minha família, poucos me impulsionaram a continuar e muitos se levantaram e se levantam para me atacar, ameaçar, humilhar e derrubar. O mal está em toda a parte e eu me vejo cercado por conspiradores, traidores, opressores, espiões, exploradores, etc...

Certamente, eu devo possuir algo especial, pois a grande quantidade de pessoas que me atacam é surpreendente. Não só isso, meus projetos, minhas idéias e meus planos são sabotados, copiados e deturpados. As coisas que digo são desvirtuadas e denegridas na cara dura. Fazem tudo isso com um só intuito: tirar-me de cena e encobrir-me com o véu do esquecimento. Não vão conseguir, pois a luz que eu acendi não pode ser apagada e a força das minhas idéias suplantam quaisquer conspirações...

Basta ver os processos adminsitrativos que estão correndo contra a minha pessoa dentro da USP. Um dos procuradores da USP (PASCHOAL JOSE DORSA) teve a cara de pau de pegar os meus textos, inclusive as petições que encaminhei para o MP denunciando os ilícitos praticados na USP, e ir grifando as palavras que ele entende que sejam ameaças, violência, etc... Juntou tudo e pediu abertura de processo administrativo...

Eu vou solicitar uma cópia integral desse processo, assim como dos demais, em seguida vou escaneá-los e publicá-los integralmente no meu site. Quero fazer isso para desmoralizar aqueles que me acusam. Quero mostra o mal uso e o desvirtuamento da lei e do Estado de Direito. Quero mostrar o tamanho do abuso do Direito. Para quem diz que eu só vejo conspiração, etc, vai se surpreender quando ver a conspiração e a perseguição, que tenho sofrido na USP, documentadas.

As petições nas quais eu denunciei crimes e ilegalidades não deram em nada. Não apuraram nada. Arquivaram tudo. Inclusive o MP, maioria de ex-alunos da USP ou então de Pós-graduandos da USP, não fez nada, ou seja, colocou uma pedra em cima e disse: "esquece". Mas o que eu denunciei e relatei eram crimes e ilegalidades que me atingiam e que atingiam a coletividade. Mesmo assim, o MP tinha/têm interesse em não apurar nada contra a USP, em deixar a máfia que age aqui dentro funcionando a todo o vapor.

Não, não sou eu que destruo a USP com as minhas denúncias. Quem destrói a USP é quem a rouba na surdina. Quem desvia recursos encoberto pela falsa legalidade. Quem fecha a USP para a coletividade e acha que a USP é para a classe dominante, não para o povo. Chegaram a dizer e ainda dizem por aqui: "A USP é pública, mas não é para todos". Inclusive publicaram isso em um jornal. Essa frase resume perfeitamente a visão que a máfia tem da USP: "A USP é pública, mas não é para todos. É para eles, os grupos dominantes, e para seus filhotes."

Possivelmente, os promotores não queriam sujar a imagem da USP ou a sua imagem pessoal diante da USP. E realmente não sujaram a imagem da USP, mas sujaram a do MP que demonstrou ser um órgão tendencioso e parcial que só acusa e condena pobre, moradores da periferia e favelas. Um MP que tira o chapéu e se ajoelha aos pés dos criminosos de colarinho branco, da máfia da USP.

O indivíduos que aparecem nessa história são só a ponta de um iceberg, uma máfia, que corrói a USP por dentro, age na surdina. Certamente, eu sou o inimigo número um dessa máfia, pois a meta deles é usar a USP como uma extensão de seus negócios particulares, é usar a USP para darem seus cursos particulares, é desviar recursos de pesquisas e demais verbas do orçamento da USP e da assistência estudantil. Eu não tolerei e não tolero esse monte de coisas ilícitas e de crimes. Denunciei, mas a máfia é grande e tem as suas ramificações no MP, no Judiciário, na Polícia, etc, e conseguiu abafar tudo.

Por isso, tudo o que eu denunciei foi arquivado e estão usando as petições nas quais eu denunciei para tentar me prejudicar. Vocês precisam ler os processos administrativos para verem o tamanho da conspiração... E não se enganem, tem gente graúda trabalhando por baixo dos panos. A maior parte do iceberg podre está submersa.

Este blog é o início das publicações que visam mostra o lado tenebroso da USP, assim como as conspirações, humilhações e exclusões que enfrentei/enfrento nesta Universidade. Eu pretendo revelar os atos, as caras e os nomes dos desgraçados que me atacam pelas costas e buscam prejudicar-me de todas as maneiras. Quero revelar as faces desse mal para que não façam com outros o que fizeram comigo.

A verdade tem que ser revelada, pois esses elementos usam o segredo, a ação escondida, camuflada e dissimulada, para atacarem suas vítimas. Não envenenam a sua comida, mas envenenam a sua mente. Ameaças dissimuladas e indiretas buscam desestabilizar a sua sanidade e desequilibrar a sua conduta. Montam ardis e planos para fazê-lo cair em erro ou contradição e assim poderem te atacar. Usam a legalidade, a lei e a justiça como arma, como forma de ameaça, como meio de dominação, opressão e controle.

Os moradores do CRUSP sabem bem disso, pois são ameaçados constantemente de reintegração de posse, etc... Inegavelmente, a COSEAS é um órgão de opressão e de exclusão. Um órgão que anda a margem da lei e usa mecanismos sórdidos para se manter.

Por exemplo, neste momento os restaurantes da COSEAS estão fechados devido a tal paralisação de funcionários. As Unidades continuam funcionando normalmente, as aulas continuam sendo ministradas, mas a parte assistencial da Universidade, que cuida da comida dos bolsistas, etc, está paralisada e fechada. Isso mostra o quê ? Mostra que a lei não e aplica aqui. Basta lembrar que o STF decidiu no mês passado que a lei de greve da iniciativa privada se aplica nas paralisações públicas. E, mesmo assim, a COSEAS fechou completamente, pois eles dizem que comida não é essencial... E este é o segundo dia que a COSEAS fecha e o resto da Universidade continua funcionando...

A verdade é um antídoto poderoso contra esses indivíduos que praticam o mal e que vivem do mal. Quando a verdade é mostrada, a face do mal, que eles possuem, é revelada e todos os cidadãos podem vê-los e apontá-los. Não só isso, podem se precaver e se proteger dos ataques. Com isso o poder baseado no segredo é eliminado e dissolvido. Por isso, a verdade liberta.

Eu planejo contar tudo nos mínimos detalhes. Cada ação, cada ataque, cada ato que praticaram para tentar derrubar-me e tirar-me do centro de formação dos herdeiros da classe dominante. Tentaram, mas não conseguiram. Isso fica bem claro quando, na Casa do Estudante da Faculdade de Direito da USP, roubaram todos os livros jurídicos que eu tinham comprado a duras penas. Quando a Biblioteca da Faculdade de Direito da USP estabelece uma pena de 7 anos por não devolução de livros que eles se recusaram a receber na data da devolução. Impediram-me não só de emprestar, mas também de retirar o livro para ir até a xerox da própria Faculdade.

Eu quero escrever um livro virtual gratuito sobre tudo isto. Quero contar todos os fatos e mostrar todas as faces e todos os nomes. Quero publicar todos os processos administrativos, todas as petições encaminhadas ao MP, assim como todas as decisões do MP e da USP arquivando os Processos para encobrir os crimes e as ilegalidades. A verdade será mostrada, a face do mal revelada e os exploradores criminosos destruídos.

O que será que eles esperam ganhar com essas ações ? Será que eles pensam que é a USP a minha fonte de poder e inspiração ? Será que eles pensam que quando eu sair da USP não conseguirei escrever mais nenhuma linha ? Se eles pensam isso, são uns idiotas, pois a minha inteligência é natural. A USP somente possibilitou a inserção de mais informações na minha cabeça, mas não criou nada em mim. Eu sou o que sou, simplesmente nasci assim.

Mas o que a máfia da USP mais teme é a minha capacidade de liderança, minha capacidade de ver e mostrar a realidade. Temem porque eu não sou um deles e nem estou com eles. Estou com os excluídos, com os explorados, com os oprimidos. Estou com o povo das periferias, das favelas e do campo. Estou com os mais fracos de corpo e alma. A máfia é composta pelos opressores, pelos exploradores, pelas pessoas que ganham com a desgraça do Brasil e do Povo Brasileiro, ganham com o mal que provocam e disseminam sem mostrar a cara.

O ano que vem é o meu último ano na graduação da USP. Talvez eu vá para a Pós. Talvez eu vá para o exterior. E neste ponto em que cheguei, olho para trás e pergunto-me: valeu a pena ? Valeu a pena ter estudado tanto, ter se dedicado tanto, para entrar na USP ? Hoje, a minha resposta é: não, não valeu a pena. Se eu soubesse que iria enfrentar tanta conspiração, tanta opressão, tanta humilhação dentro desta Universidade, eu teria ido estudar em um outro lugar qualquer. A minha inteligência teria se desenvolvido da mesma forma, pois eu sou autodidata, ou seja, aprendo as coisas sozinhos.

Contudo, entrei na USP por minha capacidade. Apesar de tudo e apesar de todos. Logo, tenho o direito de estar aqui e por isso vou enfrentar com todas as armas possíveis essas conspirações, vou defender com unhas e dentes o direito que conquistei. A USP é uma Universidade Pública, é alimentada com recursos públicos, portanto, ela pertence ao Povo, não a máfia e nem aos grupos dominantes.

Por isso, eu e outros amigos criamos um Projeto chamado OCW-USP. Criamos este projeto para abrir a USP para aqueles que pagam a manutenção desta Universidade e não podem estar aqui, pois foram excluídos pelas desigualdades, pelo ensino público precário e pelos vestibulares. Eles também tem o direito de acessar o conhecimento que pagam para a USP produzir e ministrar. Eles também tem o direito de se desenvolverem, como quaisquer alunos da USP, usando a mesma base de informação e conhecimento.

Entretanto, a classe dominante não gostou nenhum pouco desse projeto, pois ele atinge o centro de poder dominante. Ele dissemina o conhecimento e quebra a estrutura de dominação. Acho que é por isso que estão me atacando neste momento. Querem que eu saia da USP o mais rápido possível para que a máfia continue reinando absoluta, continuem expropriando os recursos públicos, oprimindo, explorando e excluindo os alunos que vêm das escolas públicas.

A máfia da USP não quer me ver continuar na USP. Eu sou uma ameaça ao poder que eles tem aqui. Eu denuncio as coisas. Eu conto os fatos e mostro a realidade. Por isso, eles querem me ver pelas costas, longe daqui. Eu vejo isso claramente. Vejo isso nos processos administrativos sem fundamento que abrem, vejo isso nos editais de bolsas que fazem para me excluir, vejo isso nos comentários indiretos, nas ameaças veladas... Inegavelmente, eu sou um risco para muita gente que usa a USP como extensão de seus negócios particulares e desviam recursos da Universidade.

Enfim, o mal que eles me causam é apenas 0,0001% do mal que eu posso causar a eles, retribuindo-lhes aquilo que me dão de graça...

Para ler mais sobre as conspirações, crimes e ilegalidades praticadas na USP clique no link abaixo:

1 -- Resposta da Coseas ao pedido de moradia

2 -- Ilegalidades e arbitrariedades na Coseas

3 -- Racismo, preconceito e discriminação na Coseas

4 -- Representação contra a USP protocolada no MP/SP

5 -- Por que se mata na USP ?

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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Solicito a minha exclusão do STOA - USP


Senhores Administradores do STOA;



Eu, Leonildo Correa da Silva, n. USP 2244545, aluno do quinto ano da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, solicito a exclusão da minha conta do sistema STOA pelas seguintes razões:

1 -- A USP é uma Universidade Pública e Gratuita, portanto o que se faz na USP deve ser aberto para toda a população que paga pelo funcionamento desta Universidade. Isso inclui as publicações e os textos dos alunos que são disponibilizados na internet. Transformar o STOA em um clube fechado não é só uma estupidez, é mais um crime dos grupos dominantes contra a sociedade e mostra claramente o mal uso do dinheiro público. Usam os recursos públicos da Universidade para criarem clubinhos fechados de interesse pessoal. Eu não concordo com isso e onde a coletividade não pode entrar, eu também não entro. Se a coletividade e a sociedade, as pessoas comuns, não podem participar, eu também não participo.

2 -- O estabelecimento de censura nos textos é outra grande estupidez. Não existe nenhuma espécie de censura em uma Universidade Pública. E nenhum Professor ou Administrador Público tem competência para estabelecer censura na sociedade brasileira. Quem estabelece censura é a lei. E mesmo a lei só faz faz isso nos termos da Constituição. Também não participo de ambientes onde há censura.

3 -- Vejo claramente que o STOA caminha na contramão, não só dos interesses públicos, mas da própria Universidade e atualidade. Enquanto as grandes Universidades do mundo abrem seus conteúdos para a sociedade, o STOA-USP fecha o seu conteúdo, tentando esconder da sociedade as discussões e as idéias esplanadas pelos alunos.

4 -- Como existem outros sítios da internet para discussões de questões importantes para a sociedade e tenho outros blogs e sites, inclusive que já ultrapassaram a marca de 1,5 milhão de pageviews, não vejo razão para perder tempo escrevendo para clubes fechados que congregam apenas reacionários medíocres, que são incapazes de pensar socialmente e só querem expropriar recursos públicos para se enriquecerem.

5 -- Certamente, eu considero este fechamento uma grande estupidez e irei questioná-lo nas instâncias superiores, principalmente políticas. Vocês podem ter criado o sistema, mas não são donos dele. Existem pessoas acima de Vocês que podem determinar a abertura imediata do sistema para toda a sociedade, a revelia do que Vocês pensam. Como eu tenho acesso a esses níveis, vou negociar a cabeça de Vocês...

Enfim, excluam a minha conta.



Atenciosamente,



Leonildo Correa

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segunda-feira, 1 de outubro de 2007

O meu acesso ao STOA-USP foi bloqueado por um estrangeiro

Leonildo Correa -- 01/10/2007 -- O meu acesso aos sistema STOA-USP foi bloqueado por um Professor estrangeiro, assim como pela corja que o acompanha. Essa é a desgraça da USP: tem corja e ladrões por todos os lados e agora estão trazendo até estrangeiros para se meterem nos assuntos brasileiros. Interesse social aqui é tudo fachada, é tudo mentira. De hora em hora eles arrumam um golpe diferente para roubar os recursos públicos destinados à assistência estudantil, às pesquisas científicas ou bolsas de alunos.

O STOA-USP foi construído com recursos públicos e é aberto para todos os alunos da USP. Cada aluno da USP escreve o que quiser no seu blog particular. Não há censura no Brasil. A Constituição impede qualquer tipo de censura. Quem deu poderes a Professores da USP para dizer o que deve e o que não deve aparecer na página principal ou ser publicado nos blogs pessoais dos alunos. No Brasil somos livres para escrevermos o que quisermos, quando quisermos e onde quisermos.

Não só isso: eu escrevo e assino o que escrevo. Portanto, eu respondo pelo que escrevo nos termos da lei brasileira e não de acordo com a vontade de Professor Estrangeiro...

Mas a questão que eu quero discutir aqui não é esta. A questão são os estrangeiros que estão sendo trazidos para o Brasil pelo Governo Brasileiro. Se esses estrangeiros ficassem quietos nos seus cantos, não se metessem nos assuntos brasileiros não haveria problema, mas começaram a se meter em assuntos que interessam apenas aos brasileiros.

Eu tive, ontem, o meu acesso ao sistema STOA-USP bloqueado por um Professor Estrangeiro, ou seja, o Professor Estrangeiro estabeleceu uma censura dos meus textos no Blog da USP, um sistema público que pertence à Universidade de São Paulo e que permite aos alunos publicarem os seus textos. Eu sou aluno da USP, eu tenho o BLOG e eu publico o que quiser. Nenhum professor da USP tem competência para censurar nada aqui. Quem censura é a lei e não professor da USP. Porém, um estrangeiro achou que podia estabelecer a censura, Um estrangeiro, dentro do Brasil, resolveu censurar os textos de um brasileiro nato. Ele está querendo o quê ? Iniciar um movimento xenófobo para mandá-lo de volta para sua terra natal ou quer assumir o controle do Brasil e mandar nos brasileiros ?

Eu não gostei dessa censura e vejo esse ato como uma hostilidade dos estrangeiros contra os brasileiros. Se esse Professor fez isso, os outros estrangeiros podem fazer coisa pior. O que podemos esperar dessa gente ? Não conhecemos eles, não sabemos o que são e nem o que pensam ? Portanto, precisamos analisar detalhadamente essa questão e ver até que ponto devemos aceitar esses refugiados no Brasil. Devemos aceitar os refugiados, mas os seus comportamentos autoritários não. O indivíduo assume um cargo em uma Universidade Pública e começa a prejudicar os alunos brasileiros... O que esse indivíduo está querendo ?

Eu quero ver o comportamento da Universidade. Eu quero ver o comportamento do Governo Brasileiro. Se a USP e o Governo Brasileiro legitimarem a censura de um estrangeiro sobre um brasileiro nato dentro de uma Universidade pública, além dos movimentos que já participo, vou entrar em mais: em um movimento de xenofobia.

O Presidente Lula está tomando decisões à revelia do Povo Brasileiro. Isso pode ser política de Estado, mas ela afeta a vida dos brasileiros. Portanto, tem que passar pelo crivo do Povo Brasileiro. Basta ver que neste momento eu estou sendo vítima direta de um desses indivíduos.

Mas o que é mais interessante nessa história é que eu toquei em um problema que está embaixo do tapete a muitos e muitos anos. Os pobres, os oprimidos, os excluídos, os explorados, etc, não tem saída. A única forma de se romper a dominação e o controle é com a violência. E como se recusam a ver a saída da violência como legítima, a dominação, o controle, a opressão, etc, continua vigorando e fazendo vítimas.

Percebam que eu toquei exatamente na ferida do sistema. Vejam que a censura apareceu rapidamente, pois eles sabem que se eu continuar mexendo na temática dos excluídos, dos explorados e dos oprimidos que habitam as periferias o sistema se esfacela, a dominação se revela e a instabilidade toma conta. A fraqueza dos grupos dominantes foi descoberto, a partir de agora temos que explorá-la até eles cairem...

O caminho é esse, vamos estruturar um movimento de resistência, vamos reunir todos os excluídos, oprimidos e explorados em um único movimento, dos presídios à favela, dos trabalhadores rurais aos operários, dos pescadores aos vaqueiros, enfim, estamos todos do mesmo lado e contra um mesmo inimigo: os grupos dominantes que exploram, oprimem, excluem e escravizam a maioria dos brasileiros desde 1500. E agora estão até trazendo estrangeiros para auxiliá-los na opressão e na censura...

Não querem que ocorram revolução, violência, etc... resolvam os problemas da periferias. As soluções existem e são fáceis de implementar. Nós dizemos o que fazer, nós apresentamos projetos para resolver as coisas de uma vez por todas, mas se querem tratar-nos como idiotas e querem manter a dominação e o controle como está, sem dúvida nenhuma, teremos revolução, teremos violência e teremos guerra, pois a tolerância está chegando ao limite máximo e a explosão vai acontecer...

Contudo, eu continuo inconformado, pois até os estrangeiros estão mandando no Brasil atualmente. Até os estrangeiros estão censurando os brasileiros.... Meu Deus, a que nível chegamos...

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domingo, 30 de setembro de 2007

Uma forma eficiente de quebrar a censura....

Leonildo Correa -- 30/09/2007 -- Nos Estados totalitários a censura está espalhada em todos os meios e formas de expressão ou mídia. Nesses casos a pergunta que surge é: como quebrar a censura ? Como fazer com que as pessoas saibam que existe um movimento de resistência sendo desenvolvido e que existem pessoas lutando contra o sistema ?

A resposta pode ser vista no filme V de Vingança. Basta você assumir o controle dos meios de comunicação mais utilizados e obrigar a disseminação de sua mensagem e de suas ações. Foi o que V fez. Foi o que o PCC fez.

No caso do PCC eles deveriam ter feito uma mensagem de trinta minutos (eu faria de uma hora) e deveriam ter exigido que ela fosse apresentada no horário do jornal nacional... Isso quebra a espinha dorsal da censura que não possui meios para inibir esse tipo de ação. Funciona muito bem em quaisquer regimes totalitários onde a censura controla tudo.

Na hora em que quisermos apresentar para a nação o nosso movimento (e faremos isso na inauguração do movimento), assumiremos o controle do sistema de comunicação e obrigaremos a apresentação de nossa mensagem de uma hora -- na hora do jornal nacional e em cadeia de rádio e televisão...

Portanto, idiotas da censura, vocês são irrelevantes e estúpidos e suas ações não bloqueiam absolutamente nada. Só aumenta o ódio que sentimos...

Enfim, na hora que nós quisermos falar para a nação e para todas as pessoas, principalmente para as pessoas da periferia e dos rincões do Brasil que, certamente, não acessam a internet e não lerão este texto, assumiremos o controle da cadeia de rádio e TV e mostraremos quem somos, o que fazemos e por que fazemos. Espalharemos as nossas mensagens para os quatros cantos do Brasil...

O texto a seguir foi censurado no STOA-USP.

PS: Saudações aos Arapongas que nos observam a um longo tempo e invadem as nossas privacidades diariamente... Na hora certa Vocês serão pisoteados e massacrados pelo movimento. É a primeira coisa que faremos. Não gostamos de gente xereta !!!

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sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Porque sou livre e tenho coragem de ser livre

Prezados Companheiros da CHAPA UM:

Eu sempre tenho uma posição radical porque essa é a única forma de se resolver as coisas. Quem tem discurso moderado ou de centro não chega em lugar nenhum, pois não tem capacidade de convencer e nem de se impor. Eu me imponho porque as coisas devem ser resolvidas e não enroladas ou empurradas com a barriga. Se eu tivesse entrado no AMORCRUSP o ano passado, hoje essa organização não estaria como está, todos os problemas estariam resolvidos: Estatuto, CNPJ, tudo !!! Entrou quem não tinha nenhuma capacidade administrativa, logo não fizeram nada...

E nesta eleição eu estou dizendo: cuidado com os alunos da Pós-Graduação, eles estão armando contra a Graduação e contra o CRUSP e se não querem me ouvir, que se danem... Vão sentir na pele o que estou dizendo, pode ter certeza !!!

Contudo, eu não estou disposto a perder mais tempo e nem inteligência com a AMORCRUSP. Portanto, não vou falar mais nada e não vou participar de mais nada. Estão liberados para fazerem tudo o que quiserem e tocarem as coisas do jeito que quiserem...

Caso queiram escolher outra pessoa para me substituir na Chapa, fiquem a vontade. Eu tenho projetos maiores, muito maiores, que a AMORCRUSP. Não vou perder tempo discutindo coisinhas, USPão, etc...

Primeiro: USPão é um problema de contrato... Discute-se o que está no contrato. Se não está no contrato não está no mundo e não tem discussão.

Segundo: A AMORCRUSP não pode fazer contrato maior do que um ano. Os contratos devem ser renovados ano a ano, pois as chapas se renovam ano a ano...Fizerem um contrato de cinco anos...

Terceiro: trabalho precário na USPão não é problema da AMORCRUSP, é problema da justiça do trabalho, pois as relações trabalhistas são reguladas por lei e a lei tem que ser cumprida... A AMORCRUSP pode apenas solicitar a fiscalização da justiça do trabalho. Se tivessem feito isso na primeira reunião que fizeram sobre o assunto, tudo estaria resolvido... Mas como possuem inteligência de minhoca, não sabiam disso, logo estão discutindo o problema até hoje... Parece até que os indivíduos querem ficar discutindo os problemas, ao invés de resolvê-los. Por isso, a encrenca se arrasta até hoje.

Além disso, para alegar trabalho precário é preciso ter provas... Quem alega tem que provar. Tem provas ? Se alegarem precariedade de trabalho, o Ministério do trabalho vir fazer vistoria e as mocinhas da USPão disserem que trabalham normalmente, possuem horário normal de almoço, férias, etc (O que certamente elas dirão) quem estará ferrado são os idiotas que fizeram a acusação de trabalho precário sem provas...

Outra coisa: dizem que há uma dívida da década de oitenta que impede a emissão de CNPJ... Isso não faz sentido para mim... Primeiro porque é uma dívida tributária... Segundo, nunca ouvi dizer que dívida tributária bloqueia CNPJ... Terceiro, dívida tributária da década de oitenta, certamente, está prescrita... O Governo tem prazos para cobrar suas dívidas... Se não cobrou no prazo, prescreveu... Logo, perdeu o direito de cobrar a dívida... As Chapas da AMORCRUSP não viram isso por quê ? Basta alegar a prescrição e solicitar a regularização do CNPJ...

Tentei montar a Chapa para resolver as coisas e fazer as reformas necessárias... Não montei a Chapa para agradar ninguém. E a única pessoa que tem coragem de bater de frente com a USP e com a COSEAS, no CRUSP, sou eu. O resto afina e fala fino... E se não querem que eu resolva, lavo as minhas mãos. Tenho o Instituto OCW Br@sil para cuidar e fazer crescer...

Lembram do ano passado, o que foi que eu disse ? Esse povo que está assumindo não vai fazer nada. Eles não conhecem o sistema, não sabem como as coisas funcionam e não possuem coragem para enfrentar a COSEAS e a USP, assim como não tem capacidade administrativa... Não deu outra !!! Não fizeram nada...

Se os moradores não querem que as coisas sejam resolvidas, que se danem... Portanto, a minha posição é clara: eu falo o que tem que ser falado e para quem tem que ouvir. Se agrada ou não agrada, se traz voto ou não traz voto, pouco me importa. Eu faço o que a minha consciência manda porque sou livre e tenho coragem de ser livre.

É isso que tenho para dizer...

PS: Se a realidade impede a concretização dos seus sonhos e a realização dos seus projetos, mude a realidade.

Mais uma coisa: eu estou achando que a minha entrada na AMORCRUSP vai gerar mais problemas do que solução, pois a regularização de documentos e outras coisas que eu pretendia fazer iriia trazer muito dinheiro para a organização, logo, a AMORCRUSP passaria a ser cobiçada pelos corruptos e acabaria se transformando em um antro de corrupção, se é que já não é... Acho que é melhor deixar as coisas como está....

Dizem que hoje tem reunião para discutir USPão. Eu nem vou na reunião. Porque se eu for, irei para chamar os indivíduos, que estão a um tempão discutindo o assunto e não resolvem nada, de burros, idiotas e medíocres...

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Acordos da USP com bancos

Leonildo Correa -- 18/09/2007 -- É interessante observar que para realização do Projeto OCW-USP, os administradores da USP enrolam o máximo possível. Contudo, para fechar acordos e parcerias com bancos eles trabalham rápido. O acordo sai em pouco tempo. Acabo de ler no site da USP que a Universidade fechou mais uma parceria com o Santander. (Notícia aqui).

Projetos para toda a coletividade e sociedade a USP não faz, mas acordos com os bancos ela faz... Acho isso muito interessante, interessantíssimo...

Esses acordos devem ser estuddos detalhadamente. E eu vou fazer isso: vou estudá-los detalhadamente porque acho que são leoninos e nocivos ao interesse público. Não é função da USP arranjar clientela para banco estrangeiro. Por que é que um banco dá bolsas gratuitas na USP ? O que é que o banco está ganhando com isso ? Quanto é que o banco está ganhando com isso ? De onde está vindo o dinheiro ? Essas bolsas e esses convênios estão muito mal explicados.

Um banco não é uma ONG. Não dão nada de graça e nem trabalha pelo social. E quando é banco estrangeiro a coisa piora ainda mais. Vou estudar esses convênios e essas bolsas e ver se estão alinhados com o interesse público. Certamente se houver coisa errada, não tenham dúvida: ação popular e ação civil pública em cima.

Se algum dia eu for Reitor dessa Universidade ou um político influente, etc, a primeira coisa que faço é providenciar a expulsão de todos os bancos de dentro da Universidade Pública. Aqui não é lugar de banco. Aqui é uma Universidade Pública e local de educação pública, lugar de banco é na Paulista, na XV de Novembro, etc. Não há motivo e nem razão para se ter bancos aqui dentro. Além disso, quando os bandidos descobrirem que os bancos daqui são desprotegidos e isolados nós estaremos fritos, pois serão tantos roubos que não quero nem pensar...

O mundo é cheio de picaretagem. É cheio de gente trabalhando contra a coletividade e os interesses sociais. É tanto parasita que mal conseguimos contá-los. Mais cedo ou mais tarde teremos que fazer uma limpeza na sociedade. Alguém terá que fazer o serviço sujo...

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sexta-feira, 7 de setembro de 2007

USP no Second Life ???

Estão tentando construir um espaço público em cima de uma propriedade privada ? Estão tentando construir uma rede educacional dentro de um jogo ? A interatividade do Second Life é muito interessante, contudo, para ser utilizada em projetos sociais, deve ser construída em uma outra plataforma, em uma plataforma pública, em um ambiente virtual público.

Colocar conteúdos e dados públicos, assim como inteligência coletiva, em uma plataforma privada, criada por uma empresa capitalista e que tem o lucro como objetivo, é uma estupidez, pois quando o projeto estiver sendo acessado por milhões de pessoas, a empresa, dona da plataforma, simplesmente irá fechá-lo e passará a cobrar taxas de quem quiser acessá-lo. Portanto, essa idéia de levar a USP para dentro do Second Life não é inteligente.

A USP tem que criar um Second Life próprio, assim como criou um STOA. Por que o pessoal do STOA não cria o Second Life da USP ? Eu tenho idéias que dariam motor de foguete para o Second Life - STOA.

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USP lança projeto Cidade do Conhecimento no Second Life

Estadão Online - 28/08/2007

Evento realizado nesta terça reúne especialistas para inauguração do programa no mundo virtual

Lucas Pretti, do estadao.com.br

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SÃO PAULO - O projeto Cidade do Conhecimento, da Universidade de São Paulo, entra nesta terça-feira, 28, para o mundo virtual, comemorando seus sete anos de existência. A instalação do programa - que cria, planeja e desenvolve projetos de emancipação digital - no Second Life tem sua inauguração nesta terça, marcada pela realização do evento "Da web 2.0 ao capitalismo 3.0".

Veja também:

link Site do evento

link Transmissão ao vivo do evento (apenas para comunidade acadêmica da USP) video

O encontro reúne especialistas no Second Life e professores de universidades parceiras para discutir os novos rumos . Após a realização do primeiro debate, que abordou as questões econômicas que envolvem os novos mundos virtuais, acontece agora a segunda mesa, que tem a participação, entre outros, do editor-chefe de Conteúdo Digital do Grupo Estado, Marco Chiaretti. O tema deste debate é Criação de Conteúdo e Estratégias de Inovação na Web 2.0.

Projeto

Um grupo de seis universidades brasileiras já aderiu ao projeto Cidade do Conhecimento 2.0, apoiado também pela distribuidora do Second Life no Brasil, Kaizen Games. Trata-se de um espaço sem fins lucrativos e de compartilhamento de informações (lógica do creative commons) com o objetivo de incubar projetos, promover oficinas e experimentar soluções para a Web 2.0.

A iniciativa, batizada de Second Life Pro Bono (termo jurídico atribuído à prestação de serviços voluntária), recebeu como doação um auditório pela University of Southern California, nos Estados Unidos, e um território pela Kaizen Games.

Os primeiros projetos que a Cidade vai sediar são oficinas voltadas à própria utilização do Second Life. Além deles, qualquer pessoa pode inscrever idéias para serem desenvolvidas no campus virtual. Se, quando essas idéias estiverem maduras, houver interesse de empresários, o direito de vendê-las é do autor, e não das empresas envolvidas na Cidade do Conhecimento.

São parceiras da USP no projeto a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Faculdade Casper Líbero, Universidade de Santo Amaro (Unisa) e Mackenzie.

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segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Mensagem do Diretor sobre os acontecimentos na FD-USP

Ofício GDI/254/27082007 - Enviado para os Alunos, Professores e Funcionários da Faculdade.
São Paulo, 27 de agosto de 2007.
Possui o presente o único intuito de prestar contas acerca das decisões tomadas na passada semana.
No dia 21 de agosto, por volta das 18:30h, já em curso as aulas do período noturno na Faculdade de Direito da USP, dezenas e dezenas de simpatizantes da Educafro começaram a se reunir na Sala dos Estudantes. Pouco depois, irromperam no prédio principal da Faculdade, com suas bandeiras e tambores, seguidos por numerosos membros do Movimento dos Sem Terra, com seus colchões, caixas de víveres e insígnias, além de cerca de vinte e cinco crianças. Outros movimentos o seguiram, com muito alarido. A passarela que une o citado edifício ao anexo I da Faculdade e outros corredores foram bloqueados com móveis, e passaram a ser controlados; funcionários, professores e alunos foram retidos por até meia hora; e portas foram lacradas com correntes de grosso calibre e cadeados pelos invasores.
Uma vez guardados os pontos estratégicos, cerca de trezentas pessoas se instalaram no pátio e iniciaram um grande show, com a presença do cantor Tom Zé. O objetivo de permanência, além de ter sido vocalizado como ponto insuscetível de discussão, era comprovável materialmente. Quem deseja apenas fazer uma manifestação não carrega consigo cerca de oitenta colchões, caixas e caixas de comida e bebida, além de escudos humanos infantis! Apenas começado o espetáculo, um grupo de representantes dos invasores exprime o desejo de negociar. Naquele momento, nenhum grupo estudantil tendo reivindicado protagonismo ou participação na invasão, o atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto ofereceu-se para mediar acordo entre a diretoria da Faculdade e os ocupantes: mediação, de per si, implica em não ser parte!
Face ao quadro acima descrito, em contato permanente com a Magnífica Reitora da USP, decidi que, por dever de ofício, o estado de coisas deveria ser revertido.
A oferta de negociação constituía-se em eufemismo para a imposição de inaceitável fato consumado. Justamente por isso não houve, em nenhum momento, qualquer acordo aceitando a permanência dos invasores nas dependências da Faculdade. Até porque os bens públicos de uso especial estão adstritos a um regramento legal que exige do administrador o zelo necessário a sua destinação. Além disso, a Faculdade possui objetivos meios e objetivos fins, cuja busca não pode ser interrompida sob pena de responsabilização civil e penal de seu diretor, a quem cabe, ademais, velar pela integridade de alunos, funcionários e professores.
Face ao esbulho possessório e ao risco que corriam pessoas e o imóvel tombado, o pedido para que a Polícia Militar retirasse os invasores, com as cautelas devidas, era não somente legal, como também legítimo. Se de um lado não é usual nem desejável a entrada da polícia nas dependências da Faculdade, de outro não se tem notícia de uma invasão concertada de movimentos sociais nas centenárias Arcadas.
A polícia não entrou para sufocar discussões e mesmo protestos, ínsitos à democracia. Impediu apenas a continuação de ilegalidades, como o cerceamento do direito de ir e vir das pessoas que estudam e trabalham no local e a interrupção do processo educativo, garantindo, enfim, que uma faculdade pública, construída com muitos esforços em cento e oitenta anos, pudesse continuar a cumprir seu papel, sua verdadeira função social.
Malogrado o intento e desalojados os invasores, dois fatos são dignos de nota. Membros dos movimentos sociais, em altos brados diziam: "não somos invasores, fomos convidados pelo Centro Acadêmico XI de Agosto". Somente então simpatizantes da UNE e a atual diretoria do referido centro acadêmico passaram a brandir o argumento da presença estudantil e a invocação da democracia. Esta soava falsa, após os atos autoritários e ilegais que acabavam de ser praticados.
Convidado pelo atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto, reuni-me com os alunos no dia 23 do corrente, quinta-feira, das 19:00h às 21:15h, na Sala dos Estudantes para uma Conversa Aberta, sobre os episódios em questão. A referida sala e seu espaço lateral contavam com cerca de trezentos alunos. Após a minha fala e a do Professor Marcus Orione Gonçalves Correia, expressaram-se dezenas de alunos. Cerca de oitenta por cento dos presentes apoiavam a liberação, enquanto o restante não. Um dos aspectos discutidos pelos alunos foi se o atual Presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto tinha ou não conhecimento prévio da invasão da Faculdade. Acabou por assumir que soubera do que iria ocorrer na semana anterior! Tal afirmação denota, no mínimo, conivência! Por outro lado, vários dos alunos que se pronunciaram condenando a desocupação, afirmaram ser de outras Unidades da USP e confessaram, espontaneamente, haver participado da tomada e ocupação da Reitoria no primeiro semestre deste ano. Pela primeira vez, percebi elo efetivo entre o ocorrido na Reitoria da USP e no Largo de São Francisco. Veio-me então à mente que, nos últimos tempos, nossos alunos e professores vêm sendo refratários a aderir às greves anuais que se sucedem na Universidade. E que, no primeiro semestre do corrente ano, apesar dos ingentes esforços da atual diretoria do Centro Acadêmico XI de Agosto, nossos alunos rejeitaram a declaração de greve. Assim, paralização, somente se fosse importada!
Estava programada para o dia 24 de agosto uma série de manifestações no centro da cidade, em que se esperava a participação de multidões e que poderiam desencadear novos incidentes que colocariam em risco alunos, funcionários e professores, além do próprio prédio. Nesse sentido, medida administrativa de natureza cautelar foi tomada, com ciência da Magnífica Reitora, suspendendo o expediente, as aulas e demais atividades acadêmicas programadas para aquele dia.
O Território Livre de São Francisco continua a existir, preservado e aberto para acolher debates de idéias que conduzam, inclusive, às mudanças sociais de que o Brasil anseia e necessita. Espera-se que os movimentos sociais respeitem e se aliem a Universidade, pois é no recinto desta que se encontra o ambiente propício para a discussão e o avanço de seus legítimos propósitos.
Atenciosamente,
João Grandino Rodas
Diretor

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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Os instrumentos democráticos estão se esgotando

Um governo sem sensibilidade social se apoderou do poder e do Estado. Usa o poder e a força para proteger seus interesses autoritários. Usa o poder e a força contra os legítimos donos do poder: o povo. Um Governo que se esconde no Palácio. Isola-se para que nenhum cidadão se aproxime e o chame de ditador. Um Governo que governa por decretos. Decretos ditatoriais. Decretos inconstitucionais. Decretos ilegais. Decretos amaldiçoados. Estamos em uma Democracia ou vivemos numa ditadura dissimulada ?

A ocupação da Reitoria da USP foi uma decisão forte. Forte porém necessária. Único meio das reivindicações serem ouvidas e negociadas. A ocupação rompeu a indiferença da Reitora e mostrou aos dirigintes da Universidade e ao governo que os estudantes são a coletividade e possuem força e coragem para enfrentar e derrotar o autoritarismo. Estudantes que buscam direitos que lhes pertencem. Estudantes que buscam por constitucionalidade e pelo Estado de Direito. Estudantes que lutam por Democracia e justiça.

Contra os Estudantes posta-se o autoritarismo. Contra os estudantes levantam-se a truculência,ameaças e intimidações. Contra os estudantes há o terrorismo de Estado, as mentalidades autoritárias que implantaram a ditadura no Brasil, a falsa legalidade que mascara interesses e mentiras.

Essa é uma luta sensata, coerente e justa. Uma luta que tem objetivos claros expressos numa lista de reivindicações. Uma luta que se baseou em instrumentos democráticos de pressão da coletividade sobre o Estado. Porém, uma luta que chegou ao máximo uso desses instrumentos: a ocupação.

Ocupamos para sermos ouvidos. Ocupamos para que nossas exigências sejam atendidas. Ocupamos para alcançar nossos objetivos, os Direitos que nos pertencem, o fim de decretos inconstitucionais e do Terrorismo de Estado.

Contudo, agora eu pergunto: E se a ocupação não funcionar ? Existe mais algum instrumento democrático que nós, coletividade estudantil, possamos lançar mão para alcançar as nossas reivindicações ? Se o Terrorismo de Estado vencer e nos atacar com o choque, se o autoritarismo entrar na Reitoria e expulsar os estudantes, o que faremos no próximo movimento ?

A nossa luta é contra a opressão, contra a tirania, contra a exclusão e contra o Estado autoritário. Se a Ocupação não for suficiente para alcançar os nossos objetivos, os Direitos que nos pertencem, a justiça que buscamos,no próximo movimento teremos que ser mais fortes e mais violentos. Se a ocupação não alcançar os objetivos, o próximo movimento não poderá ser democrático, pois todos os instrumentos democráticos deram em nada, nenhuma negociação funcionou, nenhuma pressão deu certo, apenas nos deram mais enganação, mais mentiras, mais repressão, mais terrorismo de Estado, mais injustiças.

Se a ocupação não funcionar, a Democracia perdeu. Se a ocupação não funcionar, na próxima vez não iremos pedir mais nada, não iremos negociar mais nada, não iremos perder o nosso tempo. Tudo o que faremos será impor diretamente as nossas decisões, as nossas reivindicações e os nossos objetivos. Antes que usem o Terrorismo de Estado contra nós, nós usaremos o terrorismo contra eles. Antes que usem a força e a repressão contra nós, nós usaremos a força e a repressão contra eles. Antes que eles nos apunhalem e nos sangrem até a morte, nós iremos apunhalá-los e sangrá-los até morrerem.

Se a Democracia perdeu e morreu, só nos resta usar a força. Tenho certeza que as negociações seriam feitas rapidamente se tivéssemos capturado todas as autoridades envolvidas e obrigado elas a assinarem as nossas reivindicações, sob pena de não o fazerem e serem enforcadas em praça pública. Eles planejam invadir a reitoria ocupada para nos expulsar a pontapés, a tiro de borracha e a gás de pimenta. Portanto, também devemos planejar fazer coisas violentas com eles.

Percebam que caminhamos numa escala ascendente de radicalismo. Uma escala que começa com reuniões e negociações, mas que devido a boicotes, ausência das autoridades, etc vai se tornando cada vez mais inútil. Falam de negociação, mas não estão dispostos a negociar. Falam de não-violência, mas nos atacam com Terrorismo de Estado, coações, intimidações, sprays de pimenta, espingardas de tiro de borracha, rifles de longo alcance. Certamente, hoje poderão vir aqui e nos espancarem o quanto quiserem. Somos estudantes e estamos desarmados. Poderão fazer isso hoje, mas não poderão fazer isso amanhã, pois no próximo movimento seremos muito mais fortes e estaremos preparados para responder a quaisquer Terrorismo de Estado.

Não só isso, as autoridades públicas vão empurrando os movimentos sociais para becos sem saída. Os movimentos sociais são empurrados para o radicalismo e para a violência pelo Terrorismo de Estado. Os instrumentos democráticos e as negociações tornam-se inoperantes diante da truculência das autoridades públicas. Cercam todos os lados e usam a mídia para espalhar o medo e a discórdia. A mídia exerce um papel importante dentro do Terrorismo de Estado. É ela que espalha as ameaças e as intimidações.

As autoridades democráticas são obrigadas a usarem os instrumentos democráticos. São obrigadas a negociarem e a darem uma resposta rápida para os problemas sociais. Se essas autoridades cumprissem suas obrigações não teríamos problemas. Mas elas não cumprem nem as obrigações e nem as promessas que fazem. Voltam atrás nas negociações. Retiram o que haviam cedido.

Os Movimentos Sociais se levantam e começam a gritar porque as autoridades públicas falham na condução do Estado e dos órgãos públicos. Os movimentos sociais defendem a coletividade e são as raízes da democracia. Levantam e gritam legitimamente.

As autoridades democráticas respondem ao levante e aos gritos com Terrorismo de Estado e repressão. Ao invés de atacarem Os problemas sociais e suas causas, as autoridades preferem atacar a coletividade, os militantes e o movimento. Os problemas não são resolvidos e se acumulam. Contra o Terrorismo de Estado, os movimentos sociais radicalizam seus discursos e se armam. Se o Governo mata militantes, os militantes devem matar o governo. Essa é a lógica que
alimenta a contestação armada.

As autoridades democráticas preferem investir na repressão e na perseguição dos militantes e dos
movimentos do que resolver os problemas sociais, do que resolver as causas do levante. Resultado: uma guerra social começa a ser desenhada e orquestrada.

Depois da ocupação não resta mais nada democrático a ser feito. Se a ocupação não funciona, os instrumentos democráticos e de pressão não funcionam. Contudo, os problemas terão que ser resolvidos, de uma forma ou de outra. Diante disso só resta um caminho: exterminar as autoridades públicas responsáveis pela desgraça social. Exterminando as autoridades que criam a desgraça social e alimentam a opressão, a tirania e as exclusões, a tendência é que a desgraça cesse ou desapareça. Exterminando os controladores do sistema, o sistem muda, ou seja, terá que, obrigatoriamente, passar para outra pessoa que, certamente, não seguirá o mesmo caminho do antecessor, para não acabar exterminado também.

Por isso, é melhor que os instrumentos democráticos de pressão funcionem, que a Democracia funcione e que o Terrorismo de Estado cesse. É melhor e mais seguro para todos que os conflitos sociais sejam resolvidos pela negociação e não pelo extermínio de uma das partes. A negociação, negociação mesmo e não enrolação, deve avançar para que a Democracia continue existindo.

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Novo endereço do meu site:
http://xoomer.alice.it/direitousp/

Novos blogs:
http://autoritarismo.blogspot.com/
http://bolsaestudantil.blogspot.com/

Para ler todos os textos postados no CMI:
http://xoomer.alice.it/direitousp/textos.htm

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quarta-feira, 20 de junho de 2007

O que fazer quando estiver preso

Por Leonildo Correa 20/06/2007 - 16:00

Pelo encaminhamento das coisas, possivelmente, muitos companheiros, inclusive eu, serão presos pelo autoritarismo. A questão que surge é: o que fazer enquanto estiver na prisão ? a minha resposta é: acordos. Façamos acordos de cooperação e ajuda mútua com os presidiários que também são vítimas de uma intensa e dolorosa opressão e tirania.

Na prisão o autoritarismo é muito mais forte e violento, pois o indivíduo está sozinho e a mercê do Estado. É atacado em sua integridade física e moral, tendo os seus direitos constitucionais e humanos violados, não só por um momento, mas 24 horas por dia. Armazenam 60 presos onde cabem 16. E o judiciário autoritário não vê irregularidade nessa armazenagem. Diz que isso não é tratamento cruel e desumano e, pior, pune o juiz que manda soltar os presos que são submetidos a esse tipo de tratamento.

Nós e os presidiários temos inimigos comuns. Lutamos contra a mesma ordem, contra o mesmo autoritarismo, contra a mesma tirania e opressão.

Por isso, os companheiros que entrarem primeiro nas prisões devem buscar um acordo de cooperação com esse grupo de excluídos que são os presidiários, chamando os para a nossa luta e para as nossas trincheiras. E após a nossa vitória revemos suas condenações e penas. Assim, em pouco tempo constituiremos o exército dos excluídos e marcharemos sobre os grupos dominantes, sobre o autoritarismo, sobre a opressão, a tirania e as injustiças.

Somos dominados, oprimidos e excluídos porque somos separados e divididos. Uma coletividade não pode ser sufocada por muito tempo. Uma coletividade não pode ser oprimida por muito tempo. Se nós nos juntarmos não há poder capaz de nos parar. Precisamos reunir os oprimidos e mostrar-lhes a opressão e os opressores. Precisamos reunir os oprimidos e dar-lhes a possibilidade de escolher entre lutar contra essa ordem autoritária e excludente, buscando destruí-la de uma vez por todas, ou se dobrar a ela, aceitando a tirando e a opressão.

Certamente, os companheiros que estiverem fora da prisão deverão montar os planos e as ações para resgatar aqueles que estiverem encarcerados.

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segunda-feira, 18 de junho de 2007

Impeachment da Reitora da USP

O Conselho Universitário da USP deveria destituir a Reitora e o Vice-reitor


Por Leonildo Correa 22/05/2007 às 08:18

Diante da incapacidade da Reitora e do Vice-reitor em gerir a crise que se espalha pela Universidade e que está tomando uma proporção cada vez maior. Diante da truculência da Reitora e do Vice-reitor nas negociações e na busca do uso da repressão policial contra os alunos desta universidade e considerando que os atos da Reitora e do Vice-reitor ferem de morte o espírito universitário, pois a força policial somente adentrou os portões da Universidade de São Paulo durante o Regime Militar e agora a Reitora em exercício, assim como o Vice-reitor, desejam reviver esse tempo.

Diante das negativas da Reitora de negociar e resolver o impasse, assim como diante dos danos que os atos dessa Administradora Pública está causando à Universidade, à coletividade e ao patrimônio, devemos pensar em mecanismos para destituí-la do poder. Não só ela, mas todo o gabinete autoritário que a acompanha.

A Reitora pensa que a Universidade é seu negócio particular e que ela faz da Universidade o que bem entender. Ela pensa que seus poderes são ilimitados e sua vontade impera sobre todos. Por isso devemos lembrá-la que ela é uma servidora pública e que está adstrita à lei. Ela não faz o que ela quer, mas sim o que a lei manda ela fazer. E a negociação é uma obrigação do Administrador Público.

Os estudantes ocuparam a reitoria porque querem melhorias na Universidade, no ensino e na assistência estudantil. Os estudantes lutam contra o sucateamento da Universidade. Sucateamento que tem sido causado intencionalmente por gente como a Reitora que, ao invés de resolver logo os problemas e o impasse, prefere viajar para a Europa, prefere se esconder no IPEN, prefere manejar o autoritarismo e enfrentar a coletividade estudantil.

A Reitora e seu gabinete nazista, assim como os diretores autoritários que dominam as unidades, querem a cabeça dos estudantes e dos grevistas. Portanto, nós estudantes e grevistas, que exercemos o nosso Direito Constitucional de manifestação, exercemos a liberdade de expressão, assim como exigimos direitos que nos pertencem e resistimos à tirania, à opressão e às arbitrariedades, devemos fazer uso dos mecanismos legais e constitucionais que punem e retiram das respectivas funções os maus servidores públicos. Devemos buscar mecanismos para destituir do cargo os Administradores Público que pensam que a Administração Pública lhes pertence e que eles fazem o que bem entenderem. Devemos derrubar os Administradores que, ao invés de negociar e resolver a questão, usam o impasse, as ameaças e as intimidações para submeter a coletividade à sua vontade autoritária. Maus administradores causam danos e prejuízos à coletividade, à sociedade e à Administração Pública.

A Reitora não quer negociar porque ela quer causar danos, não só a Universidade, aos estudantes e aos funcionários, mas também a toda a coletividade e sociedade. Ela não quer negociar porque quer a tropa de choque invadindo a Reitoria, quer ver os policiais atirando nos estudantes, quer ver o sangue correndo. Ela quer o mal para todos. Por isso ela mantém o impasse e não negocia.

Enfim, diante de todos os fatos que estão acontecendo nesse momento o Conselho Universitário deveria se reunir, com base no art. 17 do Estatuto da USP, ou seja, reunir-se extraordinariamente convocado pela maioria de seus membros, e declarar a Reitora e o Vice-reitor impedidos de continuarem dirigindo a Universidade, pois suas ações põem em risco o patrimônio intelectual, físico e cultural da USP, assim como a independência e autonomia desta Universidade.

Após a declaração de impedimento da Reitora e do Vice-reitor cabe ao Conselho Universitário passar a Reitoria, com base no art. 40 do Estatuto da USP, para o Professor Titular com maior tempo de serviço docente nesta Universidade, assim como abrir um canal direto de diálogo com os alunos.

Não podemos admitir que a incapacidade de negociação da Reitora e do Vice-reitor levem a USP a uma derrocada em sua história e em suas tradições de tolerância. Inclusive chego a pensar que o comportamento truculento da Reitora e do Vice-reitor integre o plano de quebra de autonomia das Universidades Públicas Paulistas, pois o uso da força policial mostrará que os professores não conseguem gerir esta Universidade e que o Governo tem que usar a polícia para conter os estudantes.

A Democracia sangra na USP e o COnselho Universitário tem que agir para salva a Universidade. Não pode deixá-la a mercê da incompetência de alguns docentes.

Inclusive, nós estudantes da USP, devemos começar a mandar uma série de emails aos professores e memnbros do Conselho Universitário, pedindo para que o Conselho se reúna e destitua a Reitora e o Vice-reitor, assim como nomeie um outro negociador para dialogar com os estudantes.

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Estatuto da USP

Artigo 17 - O Conselho Universitário reunir-se-á, ordinariamente, a cada noventa dias, e, extraordinariamente, quando convocado pelo Reitor, ou pela maioria de seus membros.
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Artigo 40 - Na vacância das funções de Reitor e Vice-Reitor, como na falta ou impedimento de ambos, a Reitoria será exercida pelo membro do Conselho Universitário que for Professor Titular com maior tempo de serviço docente na USP.

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domingo, 10 de junho de 2007

O Estadão conta duas verdades para legitimar dez mentiras publicadas

O Estadão publicou neste domingo a notícia de que são grupos de extrema esquerda que controlam a ocupação. Isso é uma mentira cabeluda criada com um único propósito: deslegitimar o movimento popular. Se fossem grupos de extrema esquerda não teria o apoio que tem. Se fossem grupos de extrema esquerda não contaria com a participação de tantos outros movimentos populares.

A ocupação da Reitoria da USP é um movimento de estudantes, uma coletividade, que atua contra decretos inconstitucionais de um governo autoritário. Uma coletividade de estudantes que atua contra os desmandos de uma burocracia truculenta que se acha dona da Universidade e que pode pisar em todos os alunos. Uma coletividade de estudantes que atua contra a incompetência na gestão dos negócios públicos e na manutenção da Universidade Pública.

O faz parte da mídia autoritária que dá respaldo ao Terrorismo de Estado. É um jornal que conta duas verdades para legitimar dez mentiras publicadas. Um jornal que engana a população e a coletividade, trabalhando dissimuladamente a favor dos grupos dominantes, do Estado e da direita.

Certamente, o que deixou o Estadão furioso foi a charge do Latuff mostrando a marcha da família, com Deus e pela desocupação. Marcha que na década de 60 foi apoiada pela maioria dos jornais. Contudo, assim que os militares assumiram o poder e estabeleceram a ditadura, todos os jornais receberam o que queriam e apoiram: censura.

O que o Estadão quer, assim como as demais mídias, é que a polícia entre na Reitoria e tire todos os estudantes na base da pancada. Isso renderia muitas notícias e muitas fotos para os jornais. Daria o que falar. Contudo, o resultado disso seria desastroso para o país, pois a violência do Estado contra a coletividade, principalmente contra os estudantes, é que acende a chama da luta armada. O autoritarismo violentos é que leva combatentes para as trincheiras, para as guerrilhas e para o terrorismo.

O ódio que se alimenta pela mídia convencional é muito forte. Sabemos que a mídia tradicional trabalha contra os interesses da coletividade e a favor dos grupos dominantes e do Estado. Sabemos que a destruição do autoritarismo passará pela destruição da mídia autoritária e de todos aqueles que alimentam a mão que nos chicoteia.

Um Estado autoritário conta com a mídia autoritária para lhe dar suporte e sustentação. Basta ver o papel da mídia e da propaganda na Alemanha Nazista. Por isso a destruição do Estado autoritário passa pelo desmantelamento da mídia que lhe acompanha.

Eu penso que o Brasil precisa ter um grupo armado agindo por aí, principalmente para que a coletividade tenha com quem contar, assim como os grupos dominantes tenham algo a temer. Um Jornal não falaria tanta mentiras se soubesse que suas mentiras levariam bombas à sua porta. Um corrupto não roubaria dinheiro público se soubesse que guerrilheiros iriam persegui-lo até tomar tudo de volta. Um governante não seria tão tirânico e opressor se soubesse que na próxima vez que colocasse a cara na rua teria a sua cabeça arrebentada por um tiro da resistência.

Enfim, o ditador, digo governador, assim como a Reitora sabem o que devem fazer para que a ocupação acabe, mesmo assim eles não fazem, pois não querem que os estudantes vençam a parada. Eles querem que o autoritarismo vença e o prédio da Reitoria seja desocupado sem darem nada em troca. Eles querem que a assistência estudantil continue sendo liberalidade da instituição e minguada. Querem que os estudantes continuem tendo aulas em prédios que chove dentro. Querem que os decretos inconstitucionais continue valendo. Querem que as unidades periféricas e de cursos populares continuem sem professor, pois assim os alunos que entram nesses cursos terão uma péssima formação e não conseguirão mudar o sistema. É isso que eles querem. Mas não vão conseguir, pois o Terrorismo de Estado não vencerá.

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quinta-feira, 7 de junho de 2007

Ocupação da Reitoria da USP

Relação de Textos Publicados no CMI (Centro de Mídia Independente) antes da implantação da censura.

1)Assistência estudantil é um direito do aluno
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/380989.shtml

2)Como construir moradia estudantil sem ter dinheiro
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/380994.shtml

3)Precisamos de unidade, comando centralizado e focalizar nos objetivos
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381147.shtml

4)O poder pertence a maioria
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381112.shtml

5)Esse tal movimento estudantil
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381079.shtml

6)A porta e a Opressão
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381078.shtml

7)A história humana é uma história de violência
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381026.shtml

8)A ocupação da USP não pode acabar em nada
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381032.shtml

9)Vídeos dos alagamentos de sala de aula
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381154.shtml

10)Henry Thoreau no espírito da ocupação
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381159.shtml

11)A repressão policial está explodindo
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381182.shtml

12)O poder dos Estudantes na história
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381200.shtml

13)Como bloqueamos a Conferência da OMC em Seattle
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381204.shtml

14)O DCE-USP está sabotando o movimento de ocupação ?
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381206.shtml

15)As lutas sociais, o choque de classes e o futuro
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381544.shtml

16)Aos estudantes que ocuparam a reitoria da USP
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381567.shtml

17)Nós queremos tudo e mais um pouco
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381567.shtml

18)Carta do Pinotti publicada
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381705.shtml

19)Fotos do ambiente da ocupação
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381728.shtml

20)Por que eu luto com tanta obstinação
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381763.shtml

21)Diretores da USP recomenadam uso da repressão policial
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381771.shtml

22)Poemas contra os decretos do Joselito Serra
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381813.shtml

23)A desocupação violenta da Casa da Juventude em Copenhague
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381818.shtml

24)O direito à educação superior
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381836.shtml

25)Assistência Estudantil na Educação Superior
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381838.shtml

26)Prova da quebra de autonomia universitária
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381890.shtml

27)E nós estudantes, o que temos ?
http://prod.midiaindependente.org/en/blue/2007/05/381897.shtml

28)Temos que resistir e lutar contra a opressão
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/381964.shtml

29)DCE-USP não representa os alunos, mas sim a Reitora
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382026.shtml

30)Entrevista do Professor Dalmo Dallari
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382028.shtml

31)USP confirma: Carta do Pinotti é verdadeira
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382067.shtml

32)As mentiras da Revista Veja sobre a ocupação
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382105.shtml

33)Saiu a reintegração de posse
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382128.shtml

34)Justiça manda sair; alunos dizem que ficam
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382177.shtml

35)O judiciário, o direito e a opressão
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382180.shtml

36)Considerações sobre o movimento
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382184.shtml

37)Manifestação dos filhotes da ditadura
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382186.shtml

38)O Banco Mundial e a Carta do Pinotti
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382292.shtml

39)O Jornal Nacional é novela e não jornalismo
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382319.shtml

40)José Serra quer os R$ 5,5 BI das Universidades
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382321.shtml

41)Fechamento dos portões da Universidade
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382323.shtml

42) Pinotti não tem plano para ensino superior, diz Zilda Iokoi
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382329.shtml

43)Temos que armar os movimentos sociais
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382334.shtml

44)Resistência sem líder
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382335.shtml

45)A multidão armada
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382344.shtml

46)Redes de guerra
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382336.shtml

47)As mentiras do Serra e do Pinotti
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382432.shtml

48)Vídeos da Ocupação no You Tube
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382433.shtml

49)Intervenção da PM mata a universidade
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382434.shtml

50)O levante de Oaxaca
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/01/370354.shtml

51) A revolução é agora
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382498.shtml

52)A reintegração de posse pode ser ignorada
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382571.shtml

53)Decretos são inconstitucionais: Professora Odete Medauar Direito-USP
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382577.shtml

54)O Conselho Universitário da USP deveria destituir a Reitora e o Vice-reitor
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382663.shtml

55)O próximo passo das forças de repressão
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382671.shtml

56)A próxima geração de presos políticos
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382802.shtml

57)Juiz diz que a desocupação depende da Reitora
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382844.shtml

58)Sensatez, coerência e justiça na ocupação
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382860.shtml

59)Professora de Filosofia diz que polícia na USP é "mais do que autoritarismo"
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/382938.shtml

60)Pai militar aprova ocupação de filha na USP
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383012.shtml

61)A não-violência e o sistema autoritário
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383033.shtml

62)O Terrorismo de Estado não vencerá !
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383167.shtml

63)Apagaram o blog, mas não apagarão a História
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383180.shtml

64)Estão tentando sabotar o movimento
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383230.shtml

65)O terror, a violência e as revoluções
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383233.shtml

66)Erro fatal ou começaram a exterminar os civis ?
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383243.shtml

67)O Juiz do caso USP deveria fazer aperfeiçoamento
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383262.shtml

68)A lucidez de um Físico da USP - Prof. Schenberg
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383318.shtml

69)Jurista Dalmo Dallari - Autonomia Agredida
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383313.shtml

70)A mídia e o governo contra a Assistência Estudantil
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383310.shtml

71) Texto do professor Paulo Martins, da USP
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383352.shtml

72) Um novo "maio de 68" no campus da USP?
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383368.shtml

73) Latuff na ocupação da reitoria da USP (Charges)
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383525.shtml

74) Autonomia Universitária - 'Todo mundo grita, ninguém tem razão'
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383462.shtml

75) Os Generais caíram, mas a burocracia autoritária continuou trabalhando
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383461.shtml

76) Decretos de Serra contrariam a LDB
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383562.shtml

77) Mais cartuns do Latuff na Ocupação da USP
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383722.shtml

78) De repente a UNE acordou !!!
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383720.shtml

79) Decretos que feriam autonomia são reeditados por Serra
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/05/383804.shtml

80) Nossa luta e os Movimentos Sociais
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/383895.shtml

81) A cidade de São Paulo está refém do coronelismo da PM da época da ditadura
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/383908.shtml

82) A Liberdade de Expressão e o Direito de Manifestação
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/383926.shtml

83) A CRISE NA USP E O IMPEDIMENTO DO GOVERNADOR
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/384132.shtml

84) Impeachment do Serra
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/384161.shtml

85) Todos os limites devem ser quebrados
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2007/06/384174.shtml

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